N.º 32 (2025): Jul - Set
Imagens em medicina

Fitofotodermatite: uma reação cutânea fototóxica a reconhecer

Inês Mesquita Caetano
Unidade de saúde Familiar Linha de Algés, Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
Joana R. Estorninho
Unidade de saúde Familiar Quinta das Lindas, Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal
Mariana Santos
Unidade de saúde Familiar Quinta das Lindas, Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal

Publicado 03/27/2026

Como Citar

1.
Mesquita Caetano I, R. Estorninho J, Santos M. Fitofotodermatite: uma reação cutânea fototóxica a reconhecer. Alg Med [Internet]. 27 de março de 2026 [citado 18 de abril de 2026];(32):36-7. Disponível em: https://algarvemedico.org/index.php/am/article/view/18

Resumo

Mulher de 22 anos recorre a consulta por lesões cutâneas hiperpigmentadas com quatro dias de evolução. As lesões iniciais consistiam em placas eritematosas no dorso de ambas as mãos, painel B máculas e placas hiperpigmentadas no dorso da mão esquerda e, em menos de 24 horas, estenderam-se à região torácica e abdominal, painel B placa hiperpigmentada na região abdominal superior, apresentando uma área de reabsorção de uma vesícula. As lesões, indolores e não pruriginosas, apresentavam diâmetros variáveis entre < 1 cm e 4 cm. A utente não apresentava antecedentes pessoais relevantes nem fazia medicação crónica habitual. A anamnese revelou contacto cutâneo desprotegido com sumo de lima seis dias antes do início do quadro, seguido de exposição solar. Atendendo à distribuição das lesões e ao contexto clínico, foi estabelecido o diagnóstico presuntivo de fitofotodermatite, tendo sido instituído tratamento com corticoterapia tópica, com evolução clínica favorável.

A fitofotodermatite corresponde a uma reação fototóxica desencadeada por furocumarinas presentes em plantas como a lima, o aipo e a salsa, após exposição à radiação ultravioleta. 1,2 As manifestações clínicas são variadas, com um pico de sintomas às 72 horas após a exposição.2,3 O reconhecimento desta entidade é fundamental para evitar diagnósticos incorretos, nomeadamente dermatoses de etiologia infecciosa ou autoimune.

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Referências

  1. Sarhane KA, Kabigting S, Tekin B. Phytophotodermatitis. Cureus. 2013;5(6):e116. doi:10.7759/cureus.116.
  2. Grosu C, Jijie AR, Manea HC, Moacă EA, Iftode A, Minda D, Chiobăș R, Dehelean CA, Vlad CS. New insights concerning phytophotodermatitis induced by phototoxic plants. Life (Basel). 2024;14(8):1019. doi:10.3390/life14081019.
  3. Janda P, Bhambri S, Del Rosso JQ, Mobini N. Phytophotodermatitis: case report and review of the literature. Cosmet Dermatol. 2008;21(2):99–103.